Paixão é paixão, como explicar? Como por no papel? O papel aceita tudo, mas torcedor não. E paixão de torcedor é diferente, é mais irracional. E quando se trata de uma paixão alvinegra, “retrô”, em preto branco? Ai é mais romântico, mais sofrido e saboroso.
Encarei esse desafio de tentar retratar um pouco esse sentimento de amor que tenho com o Santos. Me chamo Adair Dias, conhecido por Zadá, sou engenheiro, 34 anos, casado, pai de uma linda menina que já é santista (desnecessário mencionar). Em minha formação fui munido de toda carga teórica, para que todas as minhas decisões fossem tomadas de forma racional. Mas o Peixe joga tudo isto pro espaço e me deixa um cara irracional. Que não come amendoim em dia de jogo porque da azar. Que tem a camisa da sorte e que gosta de assistir jogo sozinho caso não esteja no estádio.
Nesta minha trajetória de torcedor vivi muitas emoções. Me lembro do titulo paulista de 1984, eu com 9 anos, gol do Serginho Chulapa. Aquele atacante super-herói, que se vestia de batman, de árabe. Lembro de que 1 ano antes, fiquei “coincidentemente” doente após o Santos perder o título para o Flamengo. Lembro de ter ido comprar fogos com o pai de um amigo, o mesmo que me levava no estádio com a sua família. E lembro do sangue do João Paulo.
Chegou a adolescência e os piores times que o Santos já teve. Como era duro. Uma vitória em clássico era a glória. Gozações eram corriqueiras. Mas nunca, nem por 1 segundo pensei em vestir outra camisa, senão a do Glorioso Alvinegro Praiano. Recordo do choro escondido na final de 1995. Dos “quases”. Do nadar e morrer na praia. Ah, mas como é bom crescer. E não precisar esconder o choro da vitória em 2002. Um choro compulsivo que até então nunca tinha experimentado. A aventura de ir para Santos comemorar, sabendo que não ia ter desculpas para dar ao chefe pelo atraso no dia seguinte. Era CAMPEÃO. Tínhamos um super time. Um time campeão e vice (da Libertadores). Virada de século e virada no astral. Chega de tomar gol de Ricardinho aos 48 (semi-final do paulista de 2001), é muito melhor ser campeão com um gol de falta do Ricardinho (2004).
Veio o título paulista em 2006. Trouxeram a taça pra mim de helicóptero. Um filme passava na minha cabeça. Eu na Vila Belmiro, onde tantas emoções tinha vivido até ali. Criança, moleque e naquele momento homem, podendo enfim comemorar
Nesta breve narração, tenho que parar por aqui. Não poderia deixar o fiasco de 2008 e os gols do “Gordo” deixarem a peteca cair. Muitas histórias tenho para contar, muitos locais no Brasil e no Mundo deixei minha marca de Santista. Gostaria muito que esta fosse apenas a introdução, e não o fim.
Santos, eu te amo.
Adair Dias, o Zadá.
Santista morando em Campinas.
15 comentários:
boa sorte santista
boa sorte, parceiro!
o gol do Ricardinho foi em 2001!!! Eu lembro bem vc chorava q nem um bebê.
boa sorte cara.
Boa Sorte Irmão de Time
Boa sorte, Santos sempre Santos
Santos sempre Santos!!
Boa sorte mano...
Representa lá cara! Boa Sorte!
Santos sempre Santos!!
Boa sorte !!! Santos é a nossa paixão!!!
boa sorte !!!
Apoio !
Boa sorte .
Boa sorte
Good Lucky !
Grande Zadá, o santista, tão santista que em entrevista a fonte não identificada revelou todo seu amor ao, claro, Santos.
Cidade preferida: SANTOS.
Estrada: Estrada de SANTOS.
Cantor: Lulu SANTOS.
Apresentador: Silvio SANTOS.
Atriz: Lucélia SANTOS.
Narrador: Osmar SANTOS.
Jogador: Márcio SANTOS.
Goleiro: Gilmar dos SANTOS Neves.
Ginasta: Dayane dos SANTOS.
Música: Pelados em SANTOS.
Aeroporto: SANTOS Dumont.
Rua: Alameda SANTOS.
Postar um comentário